16 posts · 4,859 views
Baboseiras Epistemológicas
16 posts
Sort by Latest Post, Most Popular
View by Condensed, Full
by Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
A Análise do Comportamento é uma disciplina científica que tem como objeto de estudo o comportamento sob uma perspectiva contextual e interacionista, tendo como unidade de análise, em nível ontogenético, a tríplice contingência. A Análise do Comportamento é uma disciplina regida pela filosofia do Behaviorismo radical que é apenas um entre vários tipos de Behaviorismos.... Read more »
Carvalho Neto, M. B. (2002) Análise do comportamento: behaviorismo radical, análise experimental do comportamento e análise aplicada do comportamento. Interação em Psicologia, 6(1), 13-18. info:/
by Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
Sim. Todo comportamento é selecionado por suas consequências.... Read more »
Dawkins, R. (2010) Replicators, consequences, and displacement activities. Behavioral and Brain Sciences, 7(04), 486. DOI: 10.1017/S0140525X00026790
Laurenti, C. (2009) Criatividade, liberdade e dignidade: impactos do darwinismo no behaviorismo radical. Scientle studia. info:/
B. F. Skinner. (1981) Selection by consequences. Science, 501-504. info:/10.1126/science.7244649
by Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
Karl Lashley foi o motor da virada do pêndulo entre o localizacionismo extremo e o holismo igualmente extremo. Foi a partir de uma grande quantidade de dados e de criticas audaciosas (bem aos moldes de seu professor, Watson) que Lashley provocou a neurociência a rever sua epistemologia remanescente da frenologia, lançando à comunidade científica um robusto conjunto de evidências empíricas que davam indícios da versatilidade impressionante do cérebro animal.... Read more »
Lashley, K. (1923) The behavioristic interpretation of consciousness. I. Psychological Review, 30(4), 237-272. DOI: 10.1037/h0073839
Lashley, K. (1923) The behavioristic interpretation of consciousness ii. Psychological Review, 30(5), 329-353. DOI: 10.1037/h0067016
by Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
De modo geral, comportamento é um fluxo de alterações quando eventos quaisquer interagem. São exemplos de comportamento: reações químicas mediante interação de substâncias químicas; variações na cotação do dollar em função de alterações nas interações comerciais; conflitos de versões de software e hardware no pc; decida de uma avalanche, etc. O fluxo de alterações é uma relação entre eventos. Na Análise do Comportamento, o fluxo de alterações é o modo como o organismo altera o ambiente e como o ambiente altera o organismo, não necessariamente nessa ordem.... Read more »
Borges, R. P. (2009) Comportamento: resposta ou relação?. Anais do XVIII Encontro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental. info:/
by Hernando Neves Filho e Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
Influenciado por Ernest Mach, Skinner propôs que o comportamento deva ser analisado em termos de funções probabilísticas entre eventos ambientais e do organismo. As relações funcionais não implicam em garantia de 100% de ocorrência do evento B mediante o evento A. O evento B, isto é, o comportamento, pode ser função simultaneamente do fator determinante A, C, D, J, K etc. O comportamento é multideterminado (Chiesa, 2006, p. 96-121). E cada comportamento emitido depende diretamente do ambiente histórico e do ambiente imediato do emissor (Skinner, 1953/2005, p. 31).... Read more »
Moore, J. (1990) On the “causes” of behavior. The Psychological Record., 469-480. info:/
by Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
O conceito de Operações Estabelecedoras (OEs) foi introduzido por Keller e Schoenfeld (1950/1973) dentro de análises para variáveis motivacionais. Essas análises tratavam de como o Drive (traduzido como Impulso) alterava a dinâmica do processo de reforçamento, sendo que cada Drive é estabelecido por alguma operação. Por exemplo, o Drive da fome é estabelecido pela operação de privação (p. 286, 287).
Mais tarde o conceito foi refinado por Jack Michael (1982, 1993). Segundo Michael, OEs são eventos, operações ou estímulos que afetam um organismo alterando momentaneamente a efetividade reforçadora de outros eventos e a frequência da parte do repertório do organismo que foi reforçada por esses eventos.... Read more »
Michael, J. (1982) Distinguishing between discriminative and motivational functions of stimuli. Journal of the experimental analysis of behavior, 37(1), 149-55. PMID: 7057126
Michael, J. (1993) Establishing Operations. The Behavior Analyst, 16(2), 191-206. info:/
by Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
A família é um grupo de pessoas que participa do ambiente sócio-cultural de um indivíduo. Também fazem parte desse ambiente a escola, o trabalho, a religião, o governo, entre outras. Todas essas agências controladoras (Skinner, 1953) modificam o comportamento do indivíduo e do grupo. Mas como ela controla? Por contingências de reforçamento (ou por coerção)... Read more »
Borges, R. P. (2009) Comportamento: resposta ou relação?. Anais do XVIII Encontro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental. info:/
by Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
Todo aluno de psicologia passa por uma disciplina com esse tópico, onde invariavelmente, para o deleite da turma, todo mundo encontra um pouquinho de si nas descrições das patologias da mente humana. É a conquista do mundo doente que os psicanálistas edificaram em seus escritórios. Todos temos, em algum nível pouco claro, uma patologia mental. E a tendência é que fiquemos mais doentes. Vem ai o DSM5! ... Read more »
Pessotti, I. (2006) Sobre a teoria da loucura do séc. XX. Temas em Psicologia, 14(2). info:/
by Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
Encontrei no livro "The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution", de 2009, uma breve referência ao modelo de seleção por consequências (Skinner, 1981).
"A analogia com a seleção natural é o 'reforçamento', o sistema de recompensas (reforçamento positivo) e punições (reforçamento negativo)."
Como os iniciados já sabem, punições não são casos de reforçamento negativo.... Read more »
Skinner, B. F. (1981) Selection by consequences. Science, 501-504. info:/
by Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
“Men act upon the world, and change it, and are changed in turn by the consequences of their action” é a primeira frase do Verbal Behavior de Skinner (1957). Essa seja talvez a definição mais famosa de comportamento operante dada por Skinner, apesar de ter trabalhado nela por várias décadas (ver Todorov, 2002). É nesse mesmo livro que Skinner insiste repetidamente em esclarecer que comportamento verbal é apenas um operante, sujeito às mesmas relações funcionais de qualquer operante não-verbal.... Read more »
Todorov, J. C. (2002) A evolução do conceito de operante. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 123-127. info:/
by Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
As conclusões da revisão da literatura e da análise crítica das linhas de pesquisa sobre homossexualidade (dentre elas as categorias "medidas hormonais", "efeitos hormonais", "genética", "funcionamento cerebral", "modelos animais" e "efeitos ambientais") apontam que a sexualidade humana e de outras espécies pode ter propensão biológica para heterossexualidade e para homossexualidade, mas não sendo a biologia a variável determinante absoluta do comportamento sexual.... Read more »
de Waal FB. (1999) The end of nature versus nurture. Scientific American, 281(6), 94-9. PMID: 10614071
Skinner, B. F. (1981) Selection by consequences. Science, 501-504. info:/
by Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
A leitura pode ser um hábito prazeroso a depender das contingências. Em situação de ensino programado, o chamado “método Keller” (Keller, 1966) visa uma estratégia de ensino, por assim dizer, mais prazerosa, baseada em reduzir a níveis mínimos as contingências aversivas. Esse método é realizado através de um Sistema Personalizado de Instrução (SPI). O SPI consiste em ensinar os alunos por meio de tutorias, de maneira que o aluno seja atendido individualmente por um professor ou monitor. Além disso, o ritmo do ensino é ditado pelo ritmo do próprio aluno, não havendo, portanto, uma cobrança para que ele atinja o critério de velocidade de aprendizagem de um aluno ideal.... Read more »
Keller, F. S. (1966) Engineering personalized instruction in the classroom. Revista Interamericana de Psicologia. info:/
by Rubilene Borges; Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
Há alguns anos ando encantado com as obras de Richard Dawkins, eminente biólogo e divulgador científico equiparável a Carl Sagan.Meu último contato com sua obra foi a partir do belíssimo livro The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution, de 2009. Dawkins consegue, como de costume, ser acessível e intrigante em cada linha.Encontrei neste livro uma breve referência ao modelo de seleção por consequências (Skinner, 1981). Esta é a terceira vez, que dentro de minha ainda bastante incompleta leitura de Dawkins, encontro uma referência a algo da Análise do Comportamento (a primeira foi uma breve menção à uma Caixa de Skinner, em uma nota na página 463 da segunda edição brasileira de O Gene Egoísta, a segunda em um trecho do documentário Enemies of Reason, que pode ser visto ao final do post, onde Dawkins apresenta o clássico estudo de superstição em pombos de Skinner).A referência surge quando Dawkins começa a traçar uma de suas características e cativantes metáforas. Neste caso, Dawkins está falando de "quatro memórias", sendo a primeira o DNA, a segunda o sistema imunológico, a terceira o sistema nervoso e a quarta a cultura. A breve referência de interesse surge ao discutir a "terceira memória" O trecho se encontra no capítulo 13, na página 407 da edição hard cover em inglês. Vamos a ele."... a terceira memória funciona por um processo de tentativa-e-erro que pode ser visto como análogo à seleção natural. Enquanto procura por comida, um animal pode 'tentar' várias ações. Apesar de não ser estritamente aleatório, este estágio de tentativas é uma analogia razoável à mutações genéticas. A analogia com a seleção natural é o 'reforçamento'..." (tradução livre, grifos meus)Sensacional! A idéia é essa. O reforçamento é um processo de seleção que atua em nível ontogenético, ou seja, durante a história de vida de um organismo. O comportamento é selecionado pelas suas consequências, sendo o reforço uma delas. Devo admitir que não gostei das áspas no 'reforçamento', entretanto, isso é o menor dos problemas. Dawkins continua o trecho em um desfecho repleto de infelicidade para o leitor que tem apreço pelo tema."A analogia com a seleção natural é o 'reforçamento', o sistema de recompensas (reforçamento positivo) e punições (reforçamento negativo)." (idem)Que diabos de parêntese foi esse segundo? Como os iniciados já sabem, punições não são casos de reforçamento negativo. Punição é um processo simétrico ao reforçamento (quando a consequência de uma resposta diminui sua frequência). Reforçamento negativo é um processo de fortalecimento (aumento da frequência) de uma resposta quando sua consequência é a eliminação de um estímulo funcionalmente aversivo (fuga ou esquiva). Os dois processos são diametralmente opostos (um diminui a frequência do responder, é punitivo, e outro aumenta a frequência, é reforçador). Ambos são processos de seleção (análogo a seleção natural) do responder em nível ontogenético.Admito que foi razoavelmente engraçado ver essa, que é uma confusão bastante comum em alunos de curso de introdução à Análise do Comportamento, ser replicada em uma obra cientificamente tão respeitável quanto esta. Admito também que Skinner, no início de sua obra, deu motivos para a confusão se instalar (entretanto, em que lugar do mundo o Behavior of Organisms, de 1938, é uma leitura obrigatória de graduação, ou mesmo pós-graduação?). Admito também ficar levemente irritado com a forma banal com que o tema foi tratado. A analogia do reforço, como um nível de seleção ontogenético, foi posta como óbvia (não é!)Possivelmente a terminologia técnica correta não tenha tanta importância para a idéia do capítulo. De qualquer forma, ela é equivocada e dissemina um mal entendido. O que fazer? Reclamar em um blog? Não, um blog é só um passatempo (e há quem diga que se trata de um passatempo de muito mal gosto).A notícia pode ser velha, mas estou redigindo um email para a Richard Dawkins Foundation e para a comissão de disseminação de conteúdo sobre Análise do Comportamento da ABAI (Association for Behavior Analysis International) relatando meu desconforto, supondo que ele seja generalizado pela área. Espero chover no molhado.De qualquer forma, com ou sem ressalvas, continuo um grande admirador da obra de Dawkins.________BibliografiaDawkins, R. (2009). The greatest show on earth: the evidence for evolution. Free Press.Skinner, B. F. (1981). Selection by consequences Science, 213, 501-504 [PDF em português]_________Extra:Vídeo 1. Trecho legendado do documentário Enemies of Reason, de Dawkins, onde é apresentado o clássico estudo de Skinner sobre superstição em pombos (a apresentação do estudo começa a partir de 5:20)... Read more »
Skinner, B. F. (1981) Selection by consequences. Science, 501-504. info:/
by Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
A Análise do Comportamento trata de três níveis de seleção, como descrito por Skinner (1981). O primeiro nível é o filogenético, que diz respeito à história evolutiva da espécie, campo das ciências biológicas focadas no funcionamento do organismo. Neste nível encontram-se todos os comportamentos respondentes e outras predisposições genéticamente determinadas ou influênciadas. O segundo nível é o ontogenético, que trata da história de vida do sujeito, campo relacionado à psicologia e outras ciências comportamentais focadas no comportamento de um organismo individual. Neste campo, estão os estudos sobre aprendizagem e desenvolvimento. O terceiro nível é o da cultura, que trata de práticas culturais e da sobrevivência das culturas, seara de ciências como a sociologia e a antropologia, que trata do comportamento de um grupo de indivíduos. Os três níveis se sobrepõem, e uma determinada instância de comportamento pode atravessar mais de um nível. O comportamento humano, em quase toda sua ocorrência, atravessa os três níveis.... Read more »
B. F. Skinner. (1981) Selection by consequences. Science, 501-504. info:/10.1126/science.7244649
Glenn, S. S. (1986) Metacontingencies in Walden Two. Behavior Analysis and Social Action, 2-8. info:/
Glenn, S. S. (1988) Contingencies and metacontingencies: Toward a synthesis of behavior analysis and cultural materialism. The Behavior Analyst, 161-179. info:/PMC2741963
by Hernando Neves Filho in Baboseiras Epistemológicas
A eficaz observação da seleção do comportamento por princípios operantes, quando bem embasada conceitualmente (sem condescendências com "sujeitos reforçados"), inevitavelmente cria um certo desdém, um ceticismo franco, com relação a outras explicações aparentemente mais parcimoniosas.
E assim, concepções de "homem genético" (também chamado de "homem somático") e "homem cerebral", duas grandes apostas das ciências biológicas, acabam tornando-se difíceis de engolir, principalmente quando as asserções envolvidas são grandiosas, e as evidências pouco palpáveis.... Read more »
Andrews, P., & Thomson, J. (2009) The bright side of being blue: Depression as an adaptation for analyzing complex problems. Psychological Review, 116(3), 620-654. DOI: 10.1037/a0016242
Buller, D. (2009) Four Fallacies of Pop Evolutionary Psychology. Scientific American, 300(1), 74-81. DOI: 10.1038/scientificamerican0109-74
Schlinger, H. D. Jr. (1996) What is wrong with evolutionary explanations of behavior. Behavior and Social Issues, 6(1). info:/
Rose, C. (2000) Genetic risk and the birth of the somatic individual. Economy and Society, 29(4), 485-513. DOI: 10.1080/03085140050174750
by Rubilene Borges in Baboseiras Epistemológicas
Fazer apostas pode ser considerado um repertório comportamental generalizado e complexo. Apostar em uma rifa de caixa de bombons, apostar no jogo do bicho, apostar corrida com o colega do colégio, todos são exemplos cotidianos de modelagem do repertório de apostar. Nas apostas, em geral, as respostas são mantidas por esquema de reforçamento em razão variável (VR), que produz altas taxas do responder, e são mais resistentes à extinção do que respostas mantidas por esquema de reforçamento contínuo ou em razão fixa. Apostar geralmente é um repertório que corresponde às característas de respostas mantidas por VR e pode ser generalizável a qualquer contexto discriminativo correlacionado a ganhos, especialmente em dinheiro.... Read more »
Albuquerque, L. C., Matos, M. A., Souza, D. G., & Paracampo, C. C. P. (2004) Investigação do Controle por Regras e do Controle por Histórias de Reforço Sobre o Comportamento Humano. Psicologia: Reflexão e Crítica, 17(3), 395-412. info:/
Do you write about peer-reviewed research in your blog? Use ResearchBlogging.org to make it easy for your readers — and others from around the world — to find your serious posts about academic research.
If you don't have a blog, you can still use our site to learn about fascinating developments in cutting-edge research from around the world.